Diariozin

#diariozin 78 - o que 2018 levou, ensinou e trouxe pra perto

17:29:00

Eu confesso que ainda tem muita coisa me impedindo de ser 100% quem eu sempre fui antes do pânico e da ansiedade. Não são coisas palpáveis nem capazes de serem descritas, são coisas que mais acontecem na minha mente do que aqui do lado de fora dela. Ainda há dias que eu fico paralisada na cama ou no sofá, enquanto minha mente borbulha a 300km/h.

É difícil aceitar que a gente precisa de tratamento, que a gente precisa parar e respirar mais devagar, é complicado reconhecer o tamanho da nossa fraqueza, porque isso nos faz ter que olhar para dentro de nós. E olhar pra dentro de mim dói, não porque eu não me orgulho da mulher que eu sou, porque af, eu tenho muito orgulho sim. Mas dói, porque me faz perceber o quanto de coisa que eu ainda preciso arrumar aqui, o quanto de móvel que ainda tem que ser arrastado pela casa pra que tudo se ajeite como antes. E dói mais ainda perceber que não tem mais antes, que nada será como antes, porque a mulher que começou a viver com pânico aos 20, hoje já completou 28 e quanta coisa aconteceu de lá pra cá.

2018 foi o ano de Xangô, ano da justiça, na real. Comecei os primeiros dias focada nisso, que quem plantava ia ter que colher seja bem ou mal. Me agarrei nas minhas poucas conficções e crenças e passei a crer que Xangô realmente faz justiça acontecer. Em 2018, muuuuuita mas muita gente foi embora, muitos laços foram rompidos por definitivo, seja em vida seja em morte. 2018 levou quem não deveria ficar, nem em pensamento, e trouxe, aproximou tanta gente boa que não cabe num post a quantidade de energia boa que troquei ao longo dos meses que se findaram.

2018 foi o ano que reconheci que precisava de ajuda, o ano que comecei a terapia, que abandonei um emprego que desde que formei achei que fosse e seria o emprego dos sonhos. Noivei com a minha pessoa, passei por apertos que achei que nunca mais ia passar e sobrevivi.

Passei meses longe do amor, pela primeira vez em quase 6 anos. Aprendi a me hospedar em hotel e em hostel. Descobri que não importa o quão confortável seja uma cama de hotel, não há nada no mundo como o nosso lar. Conheci São Paulo, morei por lá por umas semanas, conheci o outro lado do interior paulista, viajei milhares de quilômetros e dividi grandes aprendizados com pessoas incríveis.

Senti muita saudade, dessas de doer, de fazer chorar mesmo. Comi muito fastfood, engordei mais do que deveria e me culpei, não pelo peso, mas pela falta de cuidado comigo mesma. Taí uma coisa que eu preciso urgentemente aprender: autocuidado. Mas na sua essência mesmo e não só naquela vibe de usar máscara facial 1 vez por semana sabe?

Aquela coisa de olhar pra gente mesma, em silêncio, ouvir nossas necessidades, ouvir nosso corpo e tudo o que ele tem pra dizer, alertar e avisar a gente sabe...Bora aprender juntas?

E falando em aprender, em 2018 eu casei. Achei que não tinha mais nada a aprender no que diz respeito ao amor e aqueles que a gente quer muito bem, mas caramba, nosso casamento veio pra ensinar. Ensinar que amigos de verdade não precisam mesmo tá perto todo dia, mas que são aqueles que vão estar no mesmo corre que você, só pela sua felicidade. Amigos também podem ser família e ah, a família pode sim nos surpreender ainda depois de anos de convivência e relacionamento. E ah, o amor! Achei a minha pessoa e acho que devo reconhecer que é sorte mesmo ter encontrado a minha pessoa nessa vida e ela me amar também! Ô vida boa viu?



E ah, eu sei que lá fora tá tudo meio estranho e caótico, que a atual conjuntura segue nos deixando arrepiadas e com a preocupação no nível mais alto. Mas olha, não deixa de aproveitar os momentos de felicidade ta? Não deixa a militância te impedir de ser feliz ainda que seja um cadinho, porque aqui dentro tem muita coisa boa pra gente agradecer e aproveitar. Então, respira fundo porque o amor também é uma forma de se fortalecer pra lutar e resistir, viu?

E não esquece, hoje, amanhã e em 2019, não solta a minha mão e vamos juntas!


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