Cinema e Séries

RESENHA | Série Elite

14:51:00

Já estava nos planos escrever a resenha da série Elite, original da Netflix que eu assisti - pasmem ou não- em uma madrugada. Mas o mais legal é que hoje o dia começou com a notícia de que a segunda temporada foi confirmada!!!! Então se você é desses que não curte muito ver uma série curtinha sem a certeza de que haverá continuidade, pode continuar a ler essa resenha sem culpa porque vai ter Season 2 sim senhora!

Divulgação


Direção: Carlos Montero/Dario Madrona
Com: com com María Pedraza, Miguel Herrán e Jaime Lorente
Gênero: Drama
Data de Lançamento: Outubro de 2018

SINOPSE: 
Quando três garotos da classe média ganham bolsa para estudar na escola mais elitizada da Espanha, eles acham que finalmente chegou a vez deles. Mas quando um de seus colegas aparece morto, todos viram suspeitos. Bem-vindos a Las Encinas.

Bem vamos lá! Comecei a ver essa série, confesso que muito pelo três atores que faziam parte do elenco de La Casa de Papel. Também, criei grande expectativa de que fosse mais uma série estrondosa como foi La Casa de Papel e toda sua trama. Mas já adianto - spoiler - não foi.

Elite é uma série que aposta em um ambiente colegial com a união de tramas de violência, suspense e claro, dramas adolescentes envolvendo relacionamentos amorosos. Mas ao contrário do que muita gente estava pensando por aí, a série não é voltada ao público adolescente e está bem longe de ser algo semelhante a Rebelde. Posso te adiantar que a única coisa que se aproxima são os uniformes e nada mais.

A série tem início entre cenas de passado e presente, misturando-se em meio ao assassinato de um dos alunos da escola. Toda narrativa é construída a partir daí em busca de descobrir quais desfechos levaram àquela tragédia e quem foi de fato o responsável pelo crime.

Cena da Série | Divulgação

Na trama, Samuel (Itzan Escamilla), Christian (Miguel Herrán) e Nadia (Mina El Hammani) chegam ao colégio de elite após ganharem uma bolsa de estudos. Os três já se conhecem da antiga escola, que desabou sobre suas cabeças, mas não tem praticamente nada em comum. Samuel é um tímido garçom cujo o irmão é Nano (Jaime Lorente), um criminoso que acabou de deixar a prisão e já está complicando sua rotina. Christian, é o típico moleque malandro que seria capaz de fazer qualquer coisa para que as coisas saiam como ele quer e Nadia, filha de palestinos que tenta lutar contra suas próprias vontades e desejos apenas para manter a tradição e religião de sua família.

Cena da Série | Divulgação

A chegada dos três no colégio de filhos de embaixadores, diplomatas e grandes empresários é o gatilho para que o rumo de todos os alunos seja transformado. Grande parte dos colegas os recebem de forma hostil, fazendo com as regras do colégio pareçam ainda mais rígidas.


O elenco principal conta também com Marina (Maria Pedraza), filha do responsável pelo desabamento da escola de Samuel, Christian e Nadia. A garota aparentemente foge de todos os esteriótipos da escola e é a primeira a não fazer diferenciação de classes ou etnia com os novatos, o que acaba gerando um desconforto entre todos da turma.

Cena Série | Divulgação

Apesar de contar com várias cenas e diálogos bem clichês, a série ganha força na construção de cada um dos personagens, que tem suas narrativas bem exploradas e seus cenários bem desenvolvidos de forma individual. Além disso, a série trata de assuntos como o HIV, homossexualidade, conflitos étnicos, religiosos e sociais, o que possibilita a apresentação de diversos pontos de vista sobre assuntos ainda muito polêmicos e cercados de preconceito.

Infelizmente, tenho que dizer que a série pecou um pouco no aprofundamento desses temas, em diversos momentos há pontas soltas que podem deixar as pessoas ainda confusas. Outro ponto que pode ser considerado ruim é que por ser construída com flashes entre passado e presente, os capítulos são um pouco densos e muitas vezes extensos, o que pode ser ruim caso você tenha dificuldade de concentração.

Cena Série | Divulgação

Mas de modo geral, toda a narrativa da série, a construção dos personagens e, claro, o desfecho final valem muito a pena e de quebra, você ainda mata a saudade dos personagens de La Casa de Papel que estão melhores que nunca!

Se ainda ficou em dúvida, dá uma olhada no trailer e depois me conta o que achou!



Abracinho!

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