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#DIARIOZIN 73 - Sobre planos e sonhos nunca antes realizados

17:41:00



Vira e mexe quando eu fico em casa sem ter absolutamente nada pra fazer, eu me viro para olhar novamente nos olhos alguns dos planos e sonhos que nunca antes realizei de fato.
Todas as vezes, t-o-d-a-s sério, que eu encerro um ciclo e tenho essa janela de tempo e espaço pra mim, eu me pego olhando para todas as coisas que sempre quis fazer, mas que nunca dei continuidade.

Eu não sei muito bem o que isso significa, mas talvez, só assim de longe, seja um jeito do meu coração me mostrar qual caminho seguir sem pensar muito bem no que os outros vão pensar. Talvez, seja meu universo interior mostrando que não importa por onde eu passe e com quantas pessoas eu conviva, eu sempre vou querer voltar para esses planos e sonhos nunca antes realizados.

Talvez porque seja a única coisa que faz meu coração vibrar de verdade ou só porque talvez essa seja a única coisa que eu saiba fazer, não importa o quanto o tempo passe.

Desde que eu era uma adolescente, me lembro de confrontar essa mesma tela em busca de respostas para perguntas que eu sequer conhecia. Hoje, eu a confronto apenas na intenção de garantir que essa mesma menina cheia de sonhos ainda habita algum pedaço de dentro de mim.

Todas as vezes que não sei pra onde correr, é pra cá que eu venho.
Todas as vezes que estou feliz ou triste, é aqui que eu escrevo.

Sempre foi assim, desde que me lembro.

Sempre foi a escrita que me salvou, que me curou e que me levou para lugares que eu só fui em sonho. Foi a escrita, sempre que me mostrou quem eu era e quais os caminhos eu queria de verdade seguir. Talvez seja por isso, que todas as vezes que eu não tô preocupada em fazer o projeto de alguém dar certo e me dedicando integralmente para isso, que eu me olho no espelho e percebo que o pedaço de mim que vibra em qualquer época do ano, é aquele que pode voltar aqui diante desta tela para escrever.

De todas as vezes que eu finalizo um trabalho ou concluo uma etapa onde me dediquei de corpo e alma, todas as vezes que saio da imersão que construo nos projetos alheios, é que percebo quantos planos e sonhos nunca realizo.

Isso talvez seja bom, talvez seja ruim. Eu não sei, de verdade.
Mas eu me sinto tão mais leve ao chegar ao final desta tela, que desde os 13 confronto pra encontrar a mim mesma, essa mesma menina que hoje tem marcas de expressão e memórias incríveis, mas que continua sendo aquela que escreve como quem respira.

Se eu encontrei a resposta que vim procurar? Acho que não. Mas a vida é assim né? Com planos e sonhos nunca antes realizados, sempre.

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