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#DIARIOZIN 69 - Sua consciência ou a dos outros?

16:14:00

Ontem me aconteceu um fato engraçado, há algumas semanas tive um desentendimento que resolvi que era melhor deixar pra lá e sequer alimentar qualquer tipo de sentimento ruim, seja pelo acontecimento como pelas pessoas envolvidas. Até ai, great job! But, as coisas não são tão lindas assim sempre não é mesmo?





Bem, ontem recebi uma mensagem com um conteúdo bem bacana de se ler, na real, mas a verdade é que eu não senti nenhuma vontade de responder, não por raiva ou qualquer coisa do tipo, só que nada dentro de mim acendeu a ponto de eu querer reagir de alguma forma. E foi o que eu fiz. Do alto das minhas tentativas de respeitar meus sentimentos e vontades, resolvi que mais uma vez ia ter uma tentativa com sucesso.

Não respondi.
Acontece que muita coisa dentro de mim se acendeu, ao contrário daquela vontade de responder. Eu comecei a pensar no quanto a gente espera dos outros a partir das nossas atitudes ou como se só algumas palavras doces fossem resolver uma enorme bagunça pela qual também fomos responsáveis. É incrível nossa necessidade de aceitação e, mais do que isso, a vontade de ser exaltado simplesmente porque resolvemos reconhecer que erramos em algum momento.

Eu não me orgulho quando reconheço meus erros e peço desculpas por eles, eu acho que não faço mais do que minha obrigação e comigo mesma, porque cabe a mim evoluir nessa jornada que é a vida e não aos outros. Eu preciso fazer as coisas que me agradam e me evoluem porque me evoluem e me agradam e não porque preciso cumprir protocolos de etiqueta inventados lá em 1900 e bolinhas.

Eu mereço meu respeito e só assim vou conseguir evoluir e também, porque não, respeitar aos outros. Então minha reflexão me levou a pensar que: se você se desculpa esperando uma resposta, então talvez esteja apenas cumprindo mais uma regra social do que atendendo de fato as vontades do seu coração? Será que a gente não está buscando essa sensação de fazer a nossa parte, pra que a nossa consciência fique tranquila e não porque de fato queremos deixar a consciência do outro na paz?

Poderíamos dissertar por horas sobre esse assunto, porque hoje eu entendo que fui criada para não aceitar que as pessoas não gostem de mim ou entender que muitas vezes as pessoas não precisam gostar de mim ou me perdoar e isso não as faz pessoas ruins. Na verdade, o que faz uma pessoa ruim passa bem longe do fato se ela gosta ou não de mim. Ou de você.

Porque a gente insiste em querer ser amado e aceito por todos, quando na real, a gente mesmo não ama e aceita todo mundo? E tá tudo bem, desde que a gente não falte com respeito nem afete de forma negativa a vida desse todo mundo, tá tudo bem.

Acho que a gente precisava era ter um pingo de empatia e respeito. E só.
Ninguém precisa se amar, ninguém precisa se perdoar ou não perdoar, perdão é escolha do coração e não protocolo. A gente precisa dar passos respeitando nosso coração e não as regras sociais que dizem que a gente precisa dar esses passos.

Então é isso, eu espero que esse papo tenha feito algum sentindo pra você, porque com certeza ainda vou remoer muito desse conteúdo pra conseguir ensinar a mim mesma que tá tudo bem não querer falar com alguém, não querer esquecer certas coisas, do mesmo modo que tá tudo bem querer falar e pedir perdão, desde que a gente entenda que nossas expectativas não são reais e muito menos, obrigatórias, àqueles que esperamos que reajam às nossas ações.

Tá tudo bem, desde que seu coração esteja tranquilo também. Tá tudo bem!


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