Diariozin

#DIARIOZIN 68 - Internet Afetiva

16:33:00

Fala criaturas do lado daí da tela! Essa é uma velha blogueira que num repente de férias decidiu reativar o blog e compartilhar seus devaneios. Bora comigo?



Talvez hoje seja o primeiro dia do restos das nossas vidas ou talvez seja só mais um dia do resto de nossas vidas. Tudo depende da perspectiva e de como você encara cada dia, eles dizem. Eu prefiro a reafirmação de que tudo varia de acordo com a energia que seu coração emana.

Vivemos tempos modernos onde recebemos energia de todos os cantos por todos os lados e de todas as pessoas. Pessoas indecisas que jogam suas indecisões na rede, pessoas frustradas que despejam suas tristezas até no termômetro que diz que hoje está frio, pessoas felizes demais, perfeitas demais, no emprego dos sonhos. Nas redes vemos de tudo o tempo todo e parte desse processo é culpado pelo que sentimos o tempo todo: a necessidade de se encaixar e também ter uma vida perfeita.
É inevitável que se sinta vontade de ter coisas que a gente nem precisa ou comer comidas que a gente normalmente nem gostaria. Somos bombardeados o tempo todo por informações e energia, mas principalmente por energia. Essa última é que a mais devemos nos dedicar a refletir.

Quais energias eu sigo no meu instagram?
O que eu sinto quando vejo aquela foto da modelo magérrima que só viaja com patrocínios?
Os conteúdos que eu consumo me fazem sentir frustrada e fracassada a maior parte do tempo?

Se a partir das respostas dessas perguntas você perceber que precisa mudar seus hábitos, faça. Deixe de seguir perfis que estão muito longe do real, do palpável e do afetivo.

Se você é a pessoa que produz conteúdos, pergunte-se também!
Que tipo de energia eu quero transmitir com essa foto?
Esse texto agrega?
Os conteúdos que eu estou compartilhando tem o intuito de fazer parecer que minha vida é perfeita?


É comum que a gente se sinta na necessidade de compartilhar conteúdos que nos façam parecer ter sorte, eu sei. Mas será que esse é mesmo o caminho que queremos para a internet que queremos? Eu quero afetividade, quero pessoas reais, com vidas reais e quero não sentir frustração ao navegar na internet. Mas sabe quando isso vai acontecer? Quando começarmos a buscar conteúdos de pessoas reais e aprendermos a valorizar seus textos, suas energias e toda a vida que ali elas compartilham.

A internet tá cheia de conteúdo bom, de energia boa, de afetividade, mas toda essa parte boa é engolida por milhares de frustrações e energias pesadas e tudo porque a gente prefere sentir inveja do que deixar de seguir aquele perfil que não nos agrega em nada.

Exercite o poder do unfollow e deixe de acompanhar energias que não te fazem bem, permita que as pessoas, ainda que conhecidas, deixem de te seguir, se o teu conteúdo não gera energia boa para elas. Precisamos ser mais livres até na internet, e assim, consumir apenas energias que nos levem para todos os primeiros melhores dias do resto de nossas vidas.

Eu quero uma internet mais afetiva e você?


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Imagens e Créditos

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