Cinema e Séries

Resenha: O maravilhoso agora

23:00:00


Pôster de Divulgação


Direção: James Ponsoldt 
Com: Miles Teller, Shailene Woodley, Brie Larso
Gênero: Comédia | Drama
Data de Lançamento: 2014


Sinopse: Intepretado por Milles Teller, Sutter Keely leva uma vida longe de preocupações e em meio a muitas festas e álcool. Com toda essa vida despreocupada, Sutter nunca terminou os estudos e está constantemente trocando de namorada até quando uma de suas pretendentes lhe dá o fora e ele acaba bêbado e desmaiado no gramado ao lado de Aimee Finicky, personagem de Shailene Woodley. A partir dali, surge uma relação clichê, entre a garota nerd solitária e o rapaz desapegado de planos, relações e, principalmente, do futuro.

Preciso dizer que desde o início desse filme, você já percebe que Sutter tem sérios problemas com álcool. Sua desesperada vontade de viver somente o agora e o medo de estender possíveis relações a ponto de torná-las sérias, o perturba a ponto de fugir de qualquer tipo de envolvimento. Embora o filme pareça um tanto clichê, a relação entre Sutter e Aimee é algo que provavelmente poderia sim, acontecer na vida real e que desperta questões mais sérias como violência, relacionamentos abusivos, autoestima e alcoolismo. Além de nos colocar a pensar sobre nossos sonhos e sobre a maneira como lutamos por eles. 

Cena do Filme | Divulgação

O modo como Sutter reage a algumas intervenções de Aimee foi uma das partes do filme que mais me irritou, sinceramente. Muitas vezes o rapaz é agressivo ou estúpido tentar afastá-la de si mesmo, pois acredita ser ruim para ela. E Aimee, por outro lado, também é muito passiva e acaba aceitando muita coisa só para evitar sair de sua zona de conforto. A relação entre eles, para mim, é principalmente sobre deixar o medo de lado e viver seus sentimentos reais.

Cena do Filme | Divulgação

Além disso, o relacionamento do casal expõe a ferida de muitas relações por aí, mas também deixa a mensagem de como algumas pessoas precisam entrar e estar em nossas vidas para nos ensinar algo. Sutter, nesse caso, ensina Aimee a encarar seus conflitos e a deixar, um pouco de lado, os planos futuros, para viver o agora. Enquanto ela, o ajuda com seus problemas de relacionamento com a família e a enfrentar seus medos. 

O filme não foi um dos melhores que já assisti, mas acho que pra começar o ano já tá de bom tamanho. De maneira geral, é um filme reflexivo e que vale a pena por apresentar questões importantes a serem discutidas, além da trama em sí.

Assiste o trailer:

Abracinho!




Mais textão desse tipo:

0 Comentários