Diariozin

#DIARIOZIN 62 - Uma hora a maré baixa, mas na outra ela bate na bunda

21:56:00

Hoje não teve vídeo novo no canal, também não teve almoço feito em casa e nem cama esticada depois de acordar. Hoje não teve aventuras de ônibus nem a gente desbravando a cidade em cima da nossa moto, conquistada a duras penas.


Hoje não teve aquela vaga de emprego garantida, hoje também não teve disposição para encarar a realidade que anda batendo forte, como sempre.
Mas hoje eu me dei conta de que o sono é minha fuga, dormindo fujo de todos os problemas reais e também os criados pela minha mente. Talvez seja por isso que ando lendo menos, assistindo menos filmes e também me encarando menos, tudo isso que antes era minha distração, hoje é motivo para refletir sobre a minha vida a cada dez segundos.



Sim!
Depois dos vinte, uma das coisas que a gente mais faz é refletir sobre nossa vida e sobre o rumo que ela tem tomado e, confesso, que eu não faço isso há algum tempo. Depois da grande decisão de viver minha vida sem me importar com a opinião alheia, parei de pensar no rumo das coisas e comecei a observar melhor a estrada. Talvez essa atitude egoísta esteja agora refletindo sobre o rumo das coisas, de fato.

Eu sei que hoje, um dia que não fazia questão que existisse, hoje que eu acordei ao meio dia e dormi de novo das 16h às 20h, hoje um dia de extremo "fracasso" no cumprimento das metas, hoje eu me dei conta de que uma hora a maré baixa, mas na outra ela bate na nossa bunda dizendo que a gente precisa sim se preocupar um pouco com o rumo das coisas.

Desde meu grito de liberdade, tenho travado grandes batalhas diárias, desde abrir a lata de molho de tomaté, fazer feijão gostoso até pagar as contas em dia, manter um relacionamento saudável e ainda me divertir um pouco. Minhas batalhas variam dia após dia, mas o cenário é sempre aquele de "você precisa aprender mais um pouco", sempre tenho aprendizados pra jogar na conta, sempre tenho aquelas cervejas geladas, não importando a conta bancária.

É, a vida adulta é meio esquisita as vezes, mas eu gosto dela. Gosto do sabor de "eu controlo o rumo das coisas", mas também consigo curtir o desabor do descontrole.

É complicado pensar que em dias como hoje, eu me sinto um tanto perdida. A sensação de dever cumprido quando eu olho para o meu diploma, já não serve de carinho quando lembro que o desemprego existe e está ai para quem quiser experimentar.

A sensação de independência ainda é boa, mas a pressão de contas a vencer e planos a executar me causa um gelo na barriga, que nem o primeiro amor foi capaz de causar.

Hoje que me dei conta que a fuga é a saída mais covarde para quem deseja ainda conquistar um mundo. Hoje eu sei que os sentimentos de impotência nem sempre são ruins, muito pelo contrário, eles sempre nos ensinam algo, principalmente quando envolvem grandes escolhas ou rumos.

Eu sei que hoje, depois de tanto dormir, tanto sonhar, tanto fugir dos problemas, eu me olhei nos olhos, ouvi uma ou duas músicas que me fizessem sentir paz e decidi que amanhã as coisas mudam, talvez não para melhor, mas com certeza para sempre!

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