Contos e Crônicas

Um céu alaranjado e uma cabeça cheia

22:27:00


Depois de uma curta noite de sono, May lutava contra a preguiça e contra tantos pensamentos aleatórios que a agitavam logo pela manhã. Fazendo um esforço para encarar mais um dia que se anunciava ao toque de seu despertador, a menina levantou-se e ainda sonolenta abriu as janelas e qual foi sua surpresa?

Um céu alaranjado e enfeitado pelas nuvens que eram vencidas pelo astro rei, faziam daquele cenário um momento propicio para um café, um livro ou talvez uma foto. 


Era um daqueles instantes que não se repetem e que não se podem perder e a menina, que já tinha perdido a hora, não conseguia fazer nada além de admirar a paisagem. Aquilo era surreal e dentro dela algo parecia revirar-se, algo que estava muito longe de ser passageiro como esse momento na sacada de seu quarto. Ali, nada mais importava, apenas lembranças de sorrisos e abraços que ela jamais esquecera e sentimentos que a medida que o dia ia amanhecendo preenchia cada canto de seu ser.


May ainda não entendia como tudo tinha chegado ao fim tão de repente, mas de certa forma compreendia que assim como a Lua dava espaço ao Sol ao término da madrugada, ela deveria deixar que aquele moço, ainda que de sorriso muito bonito, fosse embora para então dar espaço a ela e a sua tão prezada, liberdade.

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2 Comentários

  1. A gente nunca entende como tudo termina.
    Nem a noite, que se finda ao nascer do sol, nem do dia, que calmamente escurece.

    Talvez eu seja um sol... Qualquer um que se aproxima muito acaba se ferindo.

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    1. Talvez você só precise dar espaço para o inverno, esfriar um pouco (a cabeça) e esquentar depois (o coração). A vida é um teste, se fosse de verdade com certeza teríamos um passo a passo de como lidar com as coisas.

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