Diariozin

#DIARIOZIN 38 - Conversando com o espelho

16:40:00



Hoje em mais um dia sem ver a luz do Sol se pôr, me peguei pensando em como é comum ver pessoas aos montes estarem perdendo suas vidas trancadas dentro de escritórios acumulando fortunas para outras pessoas. Confesso ter me sentido um pouco assustada ao perceber que eu, aos 23 anos, também faço parte dessa maioria que apenas trabalha e trabalha e trabalha.

Parei meu serviço, respirei fundo e pensei “vou escrever, afinal minha palavra é meu escudo!” e cá estou...

Você já olhou pra trás hoje? Parou pra bater um papo com você há 5, 10 anos atrás?  Quais eram os seus sonhos? O que você almejava? Você está onde imaginou estar? Você se parece com quem desejava ser?

Nos tempos de escola, me lembro bem, queria ser escritora. A palavra sempre foi minha maior arma, minha maior defesa e força, queria contar histórias, queria inventar finais felizes, queria pintar mundos imaginários para que pudesse dividir com o mundo real.

Aos 15 quis ser professora de História, queria contar histórias reais, encantar alunos com os registros antigos, queria rabiscar o quadro negro, corrigir provas e ver meus alunos crescerem com meus ensinamentos. Ah! Confesso que se hoje eu me encontrasse com aquela dos 15, diria para ir em frente. Desisti.

Aos 17 conheci o jornalismo! Ele poderia ser a chance de juntar histórias reais e literárias, ele era a minha chance de mudar uma parte do mundo, ao menos o mundo de alguém. Eu escolhi o jornalismo, pois a vontade de abraçar o mundo parecia maior. O jornalismo me parecia utópico no mundo atual, mas mesmo assim fui lá e fiz.

 "Ouça-me bem amor
Preste atenção
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos
Tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó..."


Aos 20 desisti de tudo, joguei pro alto dois anos de faculdade porque a grana mal administrada não dava mais pra viver. Com a desistência, veio o desânimo, os 28kgs a mais e a tristeza. A frustração me abraçou aos 20 anos.

Paralisei aos 20. Não escrevi sequer uma linha, por dois anos. Desisti do Jornalismo e o obriguei a secar em minhas artérias. Tive que lidar com o pânico, lidar com as desistências e mudanças brutas que a minha vida sofreu. Nada muito grave como uma doença física que poderia levar a morte, mas aos 20, minha alma estava doente.

Adoeci por 2 aos, e aos 22 alguma alma, dessas boas e saudáveis, me deu a mão.

Fui trazida de volta. Aos 22 reatei com o Jornalismo e estamos eu e ele, lutando diariamente com aquela insegurança de todo relacionamento que já rompeu uma vez. Eu juro, tento esquecer as traições que ele me fez, mas as vezes isso tem sido um fardo.

Veja só. Aos 23, estou prestes a terminar a faculdade e no emprego dos sonhos de muita gente.

Se sou feliz? Mais 23 anos, por favor, com whisky e gelo.
A conversa vai ser longa...

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