Resenha de Livros

Minha colaboração ao capítulo final de "The Fault in our Stars"

09:12:00

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Ainda estava com todos os efeitos colaterais do câncer engasgados em minha garganta, não podia acreditar que ele se fora e aquela era a última palavra que “ouviria” dele. Receber aquela carta, ainda que soubesse que era a última, me fez ficar feliz por um instante. O câncer acaba mesmo com a gente, mas o Gus ele me fazia ser feliz por completo e todos os dias.

Eu não estava morrendo de câncer como ele, eu estava sobrevivendo com o câncer o que me fazia pensar, da maneira mais egoísta que você possa imaginar, o quanto ele teve sorte de poder morrer pela doença.

Augustus Waters não perdeu seu brilho nem por instante e ouvir dele que eu era diferente dessas pessoas que querem ter grandes feitos e serem reconhecidas só me faziam pensar que o que me fazia diferente era o seu amor por mim. Eu nunca fui amada por muitos e nem precisei disso, Augustus Waters me amava por todos.

Aquela visão do menino do sorriso torto que me olhou desde o primeiro instante no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer jamais sairia da minha memória e por um instante, que seja um pequeno instante, eu me senti em paz por saber que seu corpo e sua alma descansaram.

É claro que eu queria sentir seu corpo novamente, queria sentir aquela pele macia tocar meu corpo e me fazer sentir viva, o que é muito difícil para uma paciente terminal do câncer. É claro que eu precisava do Augustus Waters para ser feliz, mas ele estava ali dentro de mim e bem vivo e eu tentava me manter de pé por ele, afinal respirar era um ato de coragem para os meus pulmões que nunca foram os melhores.

Augustus tinha um único medo: ser esquecido, mas em meio a meu choro dolorido de quem perde alguém para a doença que corrói seu próprio corpo eu entendi, Augustus tinha cumprido sua missão, tinha mesmo deixado sua cicatriz no mundo e jamais seria esquecido. Não por mim.

As vezes o universo só quer ser notado, como dizia o papai e as vezes o universo só precisava unir dois pacientes terminais para que eles entendam que o corpo padece, mas suas almas...essas continuariam a se amar por muitos e muitos anos e que não há câncer no mundo capaz de destruir um sentimento verdadeiro.

Obrigada Augustus Waters por fazer meu amor ser maior que meu câncer. Obrigada por me mostrar que o amor pode existir mesmo para dois pacientes terminais e que juntos sempre haverá mais força em nós.

Sinto sua falta.



Da sempre sua, Hazel Grace.

ps: O.k!

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3 Comentários

  1. AMEEEEEI, RE! A maturidade dos personagens salvou a história e você soube anexar sua contribuição muito bem.
    Aguardo mais textos. Beijocas :*

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  2. Aii gente, não tenho estrutura para ler isso não. Fofo demais <3 Amo o personagem do Augustus.

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    1. Nossa, quando escrevi, estava ainda com o coração na mão por causa do final do livro HAHAHA obrigada por ler! <3

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